quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Minha Calma

Incomoda-se
Com a minha paciência
Com a minha calma...
Faça o mesmo!
Essa é minha alma
É apenas uma escolha
É o livre arbítrio
Basta ter equilíbrio

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bipolar


Sou da noite
Mas sou princesa
Assim quero ser tratada
Mesmo que o tempo passe
Mesmo que eu pereça
Leve-me no colo
Por isso imploro
Faço o que quiseres
Respeita os meus desejos
Se não o fizeres
Sabe que não o respeitarei
Crio fofocas
Crio intrigas
Adoro mentiras
E todas mulheres tornar-se-ão inimigas
Esta é a vida
Ação e reação
Sou vingativa
Sou menina
Sou meiga
Sou falsa
Sou faceira
Sou roceira
Esta é a vida
Tudo muda
Agora sou prostituta
Preciso do sucesso
Eu mereço
Por isso eu peço
Mais atenção
Não posso ser ignorada
Sou mal amada
Por pouco
Por nada
Faço sua caveira
Tenho escamas
Escondo com maquiagem
E assim sigo minha contagem
Tolos e patetas
Sedentários e atletas
Meus remédios eu preciso tomar
Uma fração molar
Sou louca
Sou vagabunda
Sou bipolar

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ser frio...


Às vezes sou como pedra
Portanto fica à vontade
Desliga o alerta
Faz suas maldades.
Sabe que eu também tenho outros amores
De vários lugares
De várias cores...
És uma flor
Com seus inúmeros maridos
És a Dona Flor
Em breve esquecidos...
Sou frio
Queimo tua pele
Calo-me
Como pausa da semi-breve.
Deleite-se com as inverdades
Sim, eu apenas concordo
Isso não fere meu coração
Tampouco tua preterição.
Continua sendo aquele peixe de água doce
Engole qualquer pão
E segue com sua falsa persuasão.
Pouco me preocupo
Sou pedra
Sou gelo
Sou mutante
Ser frio, às vezes, é emocionante...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Gosto de ser...




Gosto do reencontro
Gosto de saber que sou mais um
Gosto de ser o tolo
Como qualquer um.

Ser traído
É o meu arroubo
Mas nesse alarido
Tente me dilapidar
Fique à vontade para engodar.

Deixe tudo implícito
Assim serei submisso
Pacóvio e diminuto
Mas por um minuto.

Crie para mim novas canções
Faça qualquer coisa
Sou objeto de permuta
E assim me tonteia
Como se fosse voluta.

Seja como for
Sairei incólume
Mesmo com sua irrupção
Sou belicoso na solidão.

Mas sigo taciturno.
Seja fleumática
Dando a liberdade à balbúrdia
Sua pérfida tática.

Sou um peixe miúdo.
Pelos ignóbeis, janotas e loquazes
Gosto de ser enganado
Mas isso são fases...

Dar-lhe-ei prazer
Mas também a dor
Não irei tergiversar
Gosto de ser fingidor.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Amigo



Quanto peso suportamos?
Isso não é mensurável
Pouco importa!
Assim é a vida que levamos
Se estamos diante de problemas
É porque somos capazes de resolvê-los
Ou no mínimo suportá-los
E assim superamos...
Não se ocupe com quimeras
O sol brilhará para ti
Nuvens condensar-se-ão
A tempestade passará
Paciência existe não é em vão.
Lembra-se de que nunca estamos sozinhos
Temos amigos não é à toa
Com poucas palavras
Intenção será sempre boa
Um sorriso
O suficiente para acalentar a dor...
Oportuno em cada caso
Conte comigo
Terás sempre o meu abraço...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Primeiro Movimento



Fiz uma canção
Pensei em contrapontos
Em vão
Pensei em melodias
De nada eu sabia.
Sou um tolo
Encantei-me no primeiro compasso
Porém sozinho
Rasgo minha partitura
Melodia que não lembrarás
Ficarei no esquecimento.
Como uma colcheia
No meio de tantas outras
Sou sinfonia inacabada
Ainda no primeiro movimento.

ei

acho que vou fazer um novo poema...