
Gosto do reencontro
Gosto de saber que sou mais um
Gosto de ser o tolo
Como qualquer um.
Ser traído
É o meu arroubo
Mas nesse alarido
Tente me dilapidar
Fique à vontade para engodar.
Deixe tudo implícito
Assim serei submisso
Pacóvio e diminuto
Mas por um minuto.
Crie para mim novas canções
Faça qualquer coisa
Sou objeto de permuta
E assim me tonteia
Como se fosse voluta.
Seja como for
Sairei incólume
Mesmo com sua irrupção
Sou belicoso na solidão.
Mas sigo taciturno.
Seja fleumática
Dando a liberdade à balbúrdia
Sua pérfida tática.
Sou um peixe miúdo.
Pelos ignóbeis, janotas e loquazes
Gosto de ser enganado
Mas isso são fases...
Dar-lhe-ei prazer
Mas também a dor
Não irei tergiversar
Gosto de ser fingidor.

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